Imagens patológicas:
Algumas imagens estão sistematicamente relacionadas a processos fisiopatológicos e foram validadas frente à tomografia computadorizada de tórax. Esses achados podem aparecer isoladamente, combinados na mesma área ou em diferentes regiões torácicas. Um dessas imagens se relaciona à síndrome interstício-alveolar e consiste na realidade em um artefato produzido pela interação entre o ultrassom e a interface entre líquido (ocasionalmente, fibrose) e ar abaixo da superfície pleural. Esse padrão foi batizado como linha B.
Linhas B
Esses artefatos são produzidos quando há líquido (ou fibrose) abaixo da pleura visceral. Essa condição cria uma interface apropriada para que a onda ultra-sônica "penetre" no pulmão abaixo da pleura, fique "presa" e utilize as paredes internas do líquido como superfície de reflexão, já que não pode avançar para os alvéolos cheios de ar, logo abaixo. Apesar de não gerarem qualquer imagem da anatomia pulmonar, essas reverberações repetidas são transmitidas de volta ao transdutor e formam um artefato distinto, bem caracterizado pelos seguintes aspectos: sempre surge da linha pleural; é bem definida, semelhante a um “raio laser” ou a um "rabo de foguete"; é hiperecogênica, longa, se estendendo sem interrupção até a borda inferior da tela; ao cruzar com linhas A, se sobrepõe e as apaga; e desloca-se juntamente com o deslizamento pulmonar (Vídeo 3). A linha B é tão facilmente identificada que mesmo examinadores com pouca experiência e treinamento limitado conseguem distingui-la e quantificá-la com muito desenbaraço.
As linhas B só são consideradas patológicas quando aparecem em número maior que três artefatos no mesmo espaço intercostal. Em até 28% dos indivíduos normais é possível detectar uma ou até duas linhas B por espaço intercostal, principalmente nas regiões pulmonares posteriores. Nessa circunstância, a linha B não representa patologia e está geralmente associada a fissuras pulmonares. Lichtenstein batizou a imagem correspondente a três ou mais linhas B no mesmo espaço intercostal de “foguetes pleurais” (do original em francês, fusées pleurales). As lesões em “vidro fosco”, observadas à TC de tórax nas síndromes intersticiais mais graves, têm correlação com a presença de linhas B separadas entre si por três milímetros ou menos (denominadas linhas B3), o que corresponde a sete linhas B ou mais por cada espaço intercostal. De forma geral, quanto mais linhas B houver por espaço intercostal, maior a quantidade de água pulmonar exravascular e alvéolos ou septos interlobulares comprometidos.
As linhas B só são consideradas patológicas quando aparecem em número maior que três artefatos no mesmo espaço intercostal. Em até 28% dos indivíduos normais é possível detectar uma ou até duas linhas B por espaço intercostal, principalmente nas regiões pulmonares posteriores. Nessa circunstância, a linha B não representa patologia e está geralmente associada a fissuras pulmonares. Lichtenstein batizou a imagem correspondente a três ou mais linhas B no mesmo espaço intercostal de “foguetes pleurais” (do original em francês, fusées pleurales). As lesões em “vidro fosco”, observadas à TC de tórax nas síndromes intersticiais mais graves, têm correlação com a presença de linhas B separadas entre si por três milímetros ou menos (denominadas linhas B3), o que corresponde a sete linhas B ou mais por cada espaço intercostal. De forma geral, quanto mais linhas B houver por espaço intercostal, maior a quantidade de água pulmonar exravascular e alvéolos ou septos interlobulares comprometidos.
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